terça-feira, 27 de novembro de 2012

Curral de Lobos




Este poster foi apresentado no passado fim-de-semana no Congresso Ibérico do Lobo em Lugo, Espanha. É descrita e caracterizada uma antiga armadilha para captura de lobos localizada a Sul do rio Douro, no concelho de Pinhel. Este tipo de estruturas seculares testemunham a relação passada do homem com a fauna bravia, neste caso o lobo. Este achado, único até à data a Sul do rio Douro em território português, abre uma janela para futuras descobertas relacionadas com o património etnozoológico da Beira raiana e reafirma o Vale do Côa como um território rico em história e natureza.
Gostaríamos de agradecer a todos os que nos ajudaram a realizar este trabalho.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Agradecimento à Fundação Vox Populi


A equipa do Projecto Lobo na Raia gostaria de agradecer todo o apoio prestado pela Fundação Vox Populi durante o período 2011-2012 sem o qual não teria sido possível desenvolver as acções que até ao momento mostraram ser já de grande importância para o conhecimento da situação actual do lobo na Beira Raiana e sua futura recuperação. Aproveitamos para divulgar a Associação Rio Vivo , sediada em São Pedro do Rio Seco (Concelho de Almeida), que tem desenvolvido um excelente trabalho também na área do Ambiente e Sustentabilidade. O nosso muito obrigado.

sábado, 27 de outubro de 2012

A desinformação e o Mito das Largadas de Lobos III


http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/10/27/aldeia-em-s.-pedro-do-sul-aterrorizada-com-ataques-de-lobos?fb_comment_id=fbc_516673268344388_6302740_516688008342914#f3344b066

Preferíamos não ter de voltar a este assunto, mas esta reportagem exibida no Jornal da Tarde da Sic não pode passar sem um esclarecimento. Não, não foram realizados "repovoamentos" de lobos na Serra de São Macário (Serra da Arada) há 6 anos atrás. (Quais as fontes de informação consultadas..?)
Haveria necessidade de atribuir mais um post a este assunto? (São Pedro do Sul está tão longe de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal..). Claro que sim. Não pode passar em claro. Imaginemos a quantidade de habitantes rurais que nos cafés da Beira Raiana ou no conforto de suas casas visionaram atentamente esta peça desinformativa que em nada contribui para o esclarecimento popular da situação real do lobo e da estratégia de conservação e coexistência adoptada. Estes 3:28 minutos de televisão terão infelizmente um efeito muito superior às horas de trabalho que nós e os nossos colegas pelo país fora já despenderam na tentativa de eliminar este mito. Um passo atrás.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Técnica utilizada no Projecto Lobo na Raia em Congresso Ibérico - SPREGA




A análise forense de ataques de canídeos a animais domésticos é uma técnica recente que tem sido utilizada desde o início no Projecto Lobo na Raia. Este método, que consiste na análise molecular de amostras biológicas (saliva, pêlo, etc.) recolhidas no local da ocorrência de ataques ao gado, permite aumentar a eficácia e fiabilidade na atribuição de prejuízos ao lobo. Em regiões como a Beira Raiana, em que o lobo existe em densidades muito baixas, este método torna-se muito útil, podendo mesmo ser o principal meio de confirmação de presença da espécie. Os dados utilizados nesta comunicação escrita, apresentada no fim-de-semana passado durante o VIII Congresso Ibérico de Recursos Genéticos Animais, não existiriam sem a colaboração do ICNF, mais precisamente dos vigilantes e técnicos da Reserva Natural da Serra da Malcata e Parque Natural do Douro Internacional, a quem gostaríamos de agradecer todo o apoio prestado.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Agradecimento à UK Wolf Conservation Trust


A equipa do Projecto Lobo na Raia e as entidades intervenientes gostariam de agradecer o apoio prestado por esta organização que percebeu o interesse e a necessidade do trabalho que desenvolvemos. O nosso muito obrigado.
Nesta edição da Wolf Print (pag. 7) encontra-se um pequeno artigo de divulgação acerca do enquadramento do nosso projecto e sua importância. http://ukwct.org.uk/wp/issue46.pdf

The Lobo na Raia Project team would like to sincerely thank the UKWCT for all the support.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

De volta às noites de Almeida

    Fotografia - http://cervas-aldeia.blogspot.pt/

Foi com muito agrado que participámos na devolução à Natureza de Almeida de 2 mochos-galegos (Athene noctua) - na imagem - e um bufo-real (Bubo bubo) recolhidos por locais e recuperados pelo CERVAS . 
Estas iniciativas são eventos importantes para a conservação das espécies e sensibilização das populações residentes, contribuindo para a sua reaproximação pacífica ao meio que as rodeia.
O nosso agradecimento aos locais que resgataram estes animais e ao CERVAS pelo trabalho desenvolvido com grande dedicação e profissionalismo.

sábado, 21 de julho de 2012

Obstáculos à recolonização lupina II


No seguimento de um post anterior é agora novamente oportuno abordar esta temática. Tivemos conhecimento desta notícia http://www.laopiniondezamora.es/comarcas/2012/07/14/abaten-lobo-cubo-reducir-ataques-ganado/613443.html  que se refere a um abate legal de um lobo a Sul do Rio Douro realizado pelo Serviço Territorial do Meio Ambiente por motivos de "controle" na fronteira das províncias de Zamora e Salamanca. Esta ocorrência motiva-nos a uma reflexão profunda e levanta  questões (mais que muitas):

1 - Não obstante a fragmentação de habitat, limitações de habitat, mortalidade acidental com origem antropogénica (atropelamentos), mortalidade ilegal com origem antropogénica (furtivismo), qual será o sentido, num contexto de estratégia conservacionista de recuperação da conectividade populacional e fluxo genético, de se optar por este tipo de acções?  

2 - Que sentido terão estas acções num contexto ibérico de conservação do lobo?

3- Seria o indivíduo abatido um animal dito "problemático"? Com que grau de certeza? Com que dados?Duvidamos.

4 - Não será esta acção um mero exercício de relações públicas e cedência a lobbies?

5 - Não estará a Administração a contribuir para um aumento do conflito quando transmite o exemplo errado de que os prejuízos causados pelo lobo no sector pecuário só poderão ser resolvidos através de métodos letais?

Apelamos à reflexão sobre estas questões por parte de quem decide, estas acções não se coadunam com uma estratégia ibérica coerente de conservação do lobo a Sul do Rio Douro.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Ribeira das Cabras


Sendo uma linha de água muito menos mediática do que os rios Côa ou Águeda, a Ribeira das Cabras constitui um reservatório de biodiversidade incontornável por terras da beira raiana. De declives suaves, as suas margens albergam uma imponente mancha contínua de azinhal que constitui uma importante zona de refúgio e alimentação para diversas espécies da fauna local. Sem dúvida um local a conhecer e conservar.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lobos Alfa ?

                                        
                                                                 http://www.davemech.org/

Este post genérico é apenas um contributo para o esclarecimento do público geral relativamente à dinâmica social e hierárquica do lobo e aos conceitos modernos actualmente aceites no meio científico. Notamos que nos dias que correm utilizam-se com muita frequência termos como "fêmea alfa" e "macho dominante" para descrever o estatuto e posição hierárquica de certos animais pertencentes a uma alcateia de lobos. David Mech, um prestigiado investigador americano com larga experiência na matéria, clarifica neste vídeo o estado actual dos conhecimentos e as designações correctas a utilizar. Num grupo de lobos em ambiente natural/selvagem o casal reprodutor, tal como nas famílias humanas, encontra-se naturalmente no topo da hierarquia familiar, dominando crias e sub-adultos. Por este motivo, tem actualmente mais sentido designar estes "animais alfa" como par reprodutor e respectivamente macho e fêmea reprodutora. A utilização do termo "alfa" fará sentido apenas em alcateias "artificiais" com integração de indivíduos "exteriores" à alcateia ou em grupos selvagens com múltiplas fêmeas reprodutoras. Vale a pena a sua visualização.

sábado, 23 de junho de 2012

Os obstáculos à recolonização lupina


                                        http://www.antidoto-portugal.org/portal/PT/53/default.aspx

Dado o Projecto Lobo na Raia estar em pleno desenvolvimento faz todo o sentido revisitar o caso de envenenamento de um lobo-ibérico em Idanha-a-Nova no ano de 2004 e explorar a informação por ele fornecida. 
Este triste acontecimento ocorrido em plena Beira Raiana localizou-se fora da área de distribuição da espécie à época e atingiu muito provavelmente um animal em tentativa de dispersão e estabelecimento de um novo território (infelizmente sem sucesso). A mortalidade de origem antropogénica (atropelamento, furtivismo, envenenamento) pode de facto impedir a ocorrência de processos eto-ecológicos que constituem a base de recuperação da espécie e deve ser minimizada com urgência. A precariedade da população lupina a sul do rio Douro exige que a conectividade entre os diferentes núcleos lupinos seja aumentada a curto-prazo, sendo para tal imprescindível a diminuição da mortalidade de animais dispersantes. 
O facto de este indivíduo ter sido encontrado a uma distância já assinalável das alcateias confirmadas mais próximas leva-nos também a questionar a adequabilidade de habitat nas zonas marginais de distribuição e as causas da sua não fixação nesses locais. Responder a estas questões é um dos objectivos do projecto que desenvolvemos. O seu objectivo principal é contribuir para a recuperação do lobo na região e este último só será atingível se for apoiado por uma forte componente de divulgação e sensibilização.

Não utilize o veneno. O uso de produtos tóxicos é uma ameaça à biodiversidade e pode causar graves desequilíbrios ecológicos. Se conhece casos de envenenamento ou utilização ilegal de venenos denuncie.  http://www.antidoto-portugal.org